segunda-feira, 3 de julho de 2017

Teto de escola desaba durante final de semana evitando uma tragédia na zona rural de Canapi.

Incidente ocorreu neste Domingo (02) na comunidade Samambaia onde crianças, adolescente e adultos estudam diariamente.

Por: Redação
Crédito: Cortesia/Divulgação

Muitos podem considerar coisa do destino, alguns sorte e outros chamar de milagre o ocorrido na manhã deste domingo (02) em uma escola da zona rural de Canapi, mais precisamente no povoado Samambaia após o teto da única escola da comunidade vir abaixo.

Como dito, seja por sorte, destino ou milagre, o desabamento ocorreu justamente no momento em que não havia aula na unidade de ensino, tendo em vista que se tratava de um final de semana, o que acabou evitando uma tragédia sem precedentes, haja visto que no local estudam diariamente crianças, adolescente e adultos.

De acordo moradores da comunidade, no prédio já existiam diversas rachaduras iniciadas ainda na gestão anterior anunciando uma possível tragédia, mas apesar disso, nenhuma providência foi adotada durante e muito menos depois do afastamento do ex-prefeito, da posse do interino e do atual gestor.

Entramos em contato com o atual Secretário Municipal de Educação Luiz Vieira para maiores detalhes sobre o ocorrido, porém, seu telefone estava na caixa postal.

domingo, 2 de julho de 2017

Termina esse mês o prazo para apresentação da proposta de reajuste salarial da educação dado pela prefeitura ao SINDSCAN.

Em meio a um “silêncio ensurdecedor” como jamais visto na história de lutas do sindicato desde sua fundação, servidores aguardam um posicionamento o mais breve possível por parte da diretoria sindical.

Por: Marcio Martins
Crédito: Reprodução/Arquivo/CA

É chegado o mês de Julho e com ele o encerramento do prazo final para que a Prefeitura Municipal apresente junto ao SINDSCAN - Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Canapi sua proposta de negociação de reajuste salarial dos professores e consequentemente do quadro administrativo da educação, que após ser extinto do PCCV ainda na gestão anterior, passou a ter seu reajuste anual concedido conforme o percentual de reajuste dos professores, através de um projeto de Lei á época aprovado pela Câmara Municipal de Vereadores.

O fato é que atropelando impiedosamente a data base nacional para concessão do reajuste, que deveria ter ocorrido em Março do corrente do ano, a Prefeitura Municipal estabeleceu um prazo para apresentar uma proposta de reajuste entre Maio e Julho, e assim, oficializou junto SINDSCAN em resposta a dois ofícios que entidade sindical havia protocolado no setor de protocolo da prefeitura, e que estranhamente como nunca antes visto na história do SINDSCAN, sem qualquer convocatória de Assembléia para ouvir a opinião dos servidores, a direção do sindicato decidiu por aguardar o prazo imposto pela prefeitura.

Pois bem; o prazo se encerra esse mês, sem dia definido, que inclusive pode chegar ao ultimo dia do mês, ou mesmo ser estipulado um novo prazo, já que aparentemente o SINDSCAN para muitos dos seus filiados já não representa mais nenhuma ameaça ao atual governo municipal em caso de restrição ou corte nos direitos dos servidores municipais.

“Sinto saudade daquele sindicato atuante, que mobilizava, que ouvia os servidores, que ingressava com seguidas ações em favor da categoria contra a prefeitura, que não tinha partido, mas que hoje infelizmente se cala, não nos ouve e por isso, não nos representa mais... Assim; só me resta lamentar, haja visto, o quanto esse órgão já fez a benefício dos servidores deste município” – Desabafou uma servidora inconformada com a atual postura da entidade sindical frente aos mandos e desmandos da atual gestão municipal.

O silêncio é mesmo ensurdecedor, e o pior que não se restringe apenas ao SINDSCAN, mas a boa parte dos servidores municipais em sua maioria professores que na gestão anterior era só chegar o mês da data base que lá estavam na porta da Câmara Municipal de Vereadores e nas ruas a protestar contra o executivo, (com toda razão é claro), mas que, porém, hoje vemos que na verdade a intenção da maioria nestes protestos era outra e o momento atual prova isso, pois onde estão aqueles revoltados de "ontem" com a falta de reajuste salarial de hoje? E em que momento desde a implantação da data base nacional para o reajuste salarial da educação, chegamos ao mês de Julho sem que um só real fosse dado de reajuste aos servidores pelo poder público municipal? E mais... Se não é falta de recursos tendo em vista os milhões de reais em caixa que meses atrás a própria prefeitura fez questão de divulgar, e que hoje o saldo deve ser bem maior, qual seria o problema para a não concessão do reajuste?

Com a palavra a Prefeitura Municipal, o SINDSCAN e os revoltados seletivos...

sábado, 1 de julho de 2017

COLUNA GERD BAGGENSTOSS: Brasil e sua lenta revolução republicana.

A compreensão do movimento tenentista nos idos da década de 30 do século passado, de acordo com Maria Cecília Forjaz, deve partir da existência da posição social dos tenentes como membros da classe média e da situação institucional como membros do aparelho do Estado. Ela reforça que estas duas dimensões em conjunto dão força ao tenentismo, explicando o fato destes serem em larga medida liberais-democráticos com vieses autoritários e ainda buscarem apoio popular, sem antes organizá-los sob uma perspectiva política. Esta mesma responsabilidade pelas instituições e em maior grau, com vistas a defender a pátria e a construção de um país do futuro que os fez contestar de forma violenta as bases da republica velha é a mesma em certa medida que move todos aqueles envolvidos diretamente na manutenção da operação Lava-jato e seus congêneres país afora.

A revolução não se cinge somente às instituições – Ministério Público Federal, Tribunais de Contas, Receita Federal e Polícia Federal –, é atravessada por anseios sociais. Ela tem um novo modelo que destoa daqueles celebradosno século XIX e início do século XX. A inflexibilidade legal é uma de suas marcas. Quando o imaginário coletivo de uma época jamais ousou atravessar os limites inquisitoriais no qual apenas a pobreza e a seletividade penal atuavam vergastando o espirito constitucional, a operação lava-jato e suas esferas descortinaram o Brasil profundo. Esta segue mesmo com as mais ferozes resistências.

O revolvimento socialguarda singularidades e diferenças profundas do movimento tenentista. Salvaguardado por uma Constituição Federal, seus atores se debatem em termos e princípios, geralmente de forma desordenada, ocasionando uma ópera institucional desafinada. O centro desta disputa é o judiciário. Os limites das decisões e suas jurisprudências, ora seguem os revoltosos do sistema político que pugnam pela horizontalidade punitiva estatal, ora seguem as duas premissas do senador Romero Jucá num memorável áudio: “com o Supremo, com tudo" e ainda outro que a omissão de amplos setores tenta levá-lo ao esquecimento"protege o Lula, protege todo mundo".

Para além de punitivismo, com o qual este articulista guarda sérias restrições, o fato é que de 2013 para cá, encara-se seriamente um pacto que vise implementar as práticas e princípios republicanos. Parte da população está insatisfeita com a desigualdade social;com os serviços públicos que não correspondem a tributação; com os problemas ambientais - aqui é valioso analisar problemas ambientais levando-se em consideração a qualidade de vida das pessoas nas cidades - e por fim, os limites da democracia e o descolamento dos poderes constituídos aos anseios de amplos setores.

Sob o espectro político, a revolução republicana guarda outras resistências. A falsa simetria PSDB x PT materializada principalmente nas eleições de 2014, trouxe consigo o imobilismo das ruas. De um lado, a tentativa de setores do PSDB pós-2015 em capitalizar contra o governo,manipulando o discurso contra a corrupção. A partir deste ponto foi ativado o flanco reacionário dos antigos setores governistas; de outro, toda a miríade de partidos e atores sociais que apoiavam o antigo governo vêm centrando fogo na operação lava-jato, acusando-a de parcialidade. Acontece que essa chave conspiratória caiu quando o PSDB e a base aliada do governo Temer foram implicados nas mesmas investigações que submeteram o governo petista.

Dos embates que a operação Lava-Jato e seus suportes institucionais vêm travando junto ao governo Temer, surge uma nova expressão abalizada pelas duas correntes– PT e PSDB- que se afirmam como extremos políticos antagônicos, porém são uníssonos haver “jacobinismo judicial” no Brasil.

Essa expressão é a chave para entender as ferramentas de permanência discursiva que mantém a sobrevivência destes dois grupos políticos. Ao atacar o pretenso jacobinismo dos atores institucionais, os dois grupos se unem polissemicamente com vistas a manter e conservar as mesmas relações Capital-Estado/Capital-privado. A ironia é que os extremos não dialogam, esvaziando a construção de alternativas, reforçando como consequência a busca por ídolos salvadores.

O cenário é de indefinição. Não se deve tratar o esvaziamento das ruas como apatia política. É necessário tempo para que o inconsciente coletivo possa compreender a consternação do luto provocado pelos efeitos da condução dos dois aparentes extremos políticos. Continua, no entanto, a percepção de que há algo fora do esquadro e que as instituições parecem ter perdido legitimidade. Continua, também,ainda, a despeito de resistências de toda a monta, o trabalho dos Novos Tenentes” em busca de outras relações entre o poder público e a iniciativa privada. A revolução republicana tende a continuar.


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