segunda-feira, 24 de setembro de 2018

ARTIGO: Futebol, política e religião: Discutir ou calar-se?

Por: Lucas Correia/F5

Dizem que futebol, política e religião não se discutem, será? Alguém sabe quem foi o primeiro a proferir essa frase? Qual é o real intuito de não haver discussões a respeito de determinados temas? Será o medo de pensar ou será um ledo engano?

O três temas do qual eu me refiro, por mais que seja complexo e envolva paixão é passivo de debates, desde que haja o respeito do emissor e interlocutor. Quando afirmamos que todo político é corrupto, que meu time é sempre o melhor e só minha religião salva, estamos assinando um atestado de “burrice”, e quando nos silenciamos? Deixamos de pensar. Afinal, o que te obriga a embasar sua opinião, a ter argumentos lógicos, a justificar seus pontos de vista, é o confronto com a opinião alheia, é o embate sadio. 

Futebol - Por se tratar de uma idolatria nacional, futebol, parece-me, algo problemático, tendo em vista que os amantes desse esporte consideram o jogo como um momento de arrebatamento e extravasamento de paixões, causando, infelizmente e muitas vezes, atos de violências. Como não discutir quem é o verdadeiro campeão de 1987, só em abordar o tema os torcedores do Flamengo e do Sport já procuram ferramentas para que cada um com seu argumento tenham essa estrela na sua camisa ou a grande polêmica a respeito do campeonato brasileiro de 2005, que foi tirado via tapetão e “erros” grosseiros de arbitragem contra o Internacional. De qualquer forma, não é por falta de discussão que o futebol vem perdendo espaço e sim pelas manipulações e os interesses inescrupulosos por aqueles que comandam o futebol, fora a baixa identificação que o brasileiro está tendo com a seleção e com os jogadores criados na Europa, exceção do Lucas (São Paulo) e do Neymar (Santos).

Política – Eu sinceramente não vejo nada de orgulhoso, quando alguém fala: eu odeio política. Logo lembro uma famosa frase do Bertold Brecht: “o pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas”. Se política não se discute, então qual o interesse dos debates? Horário eleitoral? Plebiscito? Referendos? Ou a própria eleição? Se não discutirmos política, ficaremos a mercê de uma decisão errada por quatro anos ou até mais dependendo da área de atuação. Por isso acho bonito quando alguém levanta a bandeira de luta por acreditar em algo. Isso é política.

Religião – Esse tema é o pior ou o melhor para uma belíssima discussão, já que muita gente não discute, não é por preguiça ou medo de pensar e sim por temor ou receio de se comprometer com alguma crença ou receio do que os outros vão pensar, tem o medo de abdicar da sua vidinha ao fazer alguma escolha. Se alguém fala que é espírita, logo ressalta que acredita em cristo, existe até uma corrente dentro do espiritismo que é chamada de espírita– cristão, isso talvez por que os torna mais aceitável, talvez seja a religião da moda, mas nem todos conhecem o pensamento de Alan Kardec, o próprio diz que: Ser espírita não é ser cristão! Isso está escrito no livro dele, o Livro dos Médiuns. Se você for ateu, pensa que está imune a uma discussão sobre religião, porém meu caro, você está totalmente enganado, pois mesmo dizendo não acreditar em nada, sua vida está baseada em alguma espiritualidade e logo você acredita em algo. 

O problema da religião vai surgir quando alguma igreja ou algum intolerante se autoproclamam como o único representante, a única viela para chegar à salvação, nesse caso irei comungar do pensamento do Karl Marx que a religião é o ópio do povo. Se religião não se discute o próprio Jesus, deu um péssimo exemplo, ao querer discutir as leis judaicas em plena sinagoga. Como seguir alguém assim, então?

Ninguém é obrigado a discutir ou exercer seus pensamentos e ser considerado um chato, como muitos me chamam, mais cuidado, pois sua liberdade vem com responsabilidade. Não debater sobre temas simples: futebol, política e religião, que existe inúmeros pontos de vista, quando temos a plena liberdade de expressar o que pensamos é o maior ato de irresponsabilidade que alguém pode cometer contra si mesmo e o empobrece para discussões futuras.

domingo, 23 de setembro de 2018

Considerações iniciais sobre ontem 22/09 - Data do Lançamento do meu livro IndignAÇÃO e hoje 23/09 - Data da caminhada pró Lula em Canapi.

Por: Marcio Martins
Crédito: Douglas Vídeo

Semana passada publiquei um artigo de opinião de minha autoria sobre a carreata organizada pelos apoiadores de Bolsonaro, o que me faz ter o compromisso de publicar outro, desta vez, sobre a caminhada de hoje (23/09) em apoio a Lula e por tabela seu candidato Haddad, no entanto, devido a elaboração dos meus mais sinceros agradecimentos a todos que compareceram na noite de ontem no evento de lançamento do meu primeiro livro (IndignAÇÃO), farei um sucinta reflexão, pois estou priorizando responder neste momento todas as mensagens de carinho, respeito e consideração que tenho recebido dos amigos, conhecidos, conterrâneos e familiares que ontem (22/09) me honraram com vossas presenças. Contudo, diante de tudo que vimos hoje e na semana passada, não poderia deixar de fazer uma reflexão importante sobre essas manifestações legítimas que independentemente de quem seja o candidato ou partido e sem entrar no mérito se são bons ou ruins, honestos ou corruptos, entendo que sejam ações absolutamente salutar a democracia. E a minha reflexão é a seguinte: Em ambas as manifestações, tanto em favor de Bolsonaro, Lula e/ou Haddad o que mais deixa Indignado (palavra chave do meu livro), é não ver esta mesma espontaneidade de participação popular gratuita para vibrar, torcer e votar por seu candidato a presidente, acontecer aqui no estado e no município com o governador, os deputados, senadores, prefeitos e vereadores, onde de fato os problemas acontecem e onde justamente a grande maioria do eleitorado canapiense, não está nem um pouco preocupado com a coletividade que tanto prega para justificar seu voto gratuito para presidente, mas que aqui insistem em vender e trocar o voto. Que espécie de olhar humano e solidário é esse de quem diz votar em presidente A ou B pensando nos mais humildes quando na sua cidade, se vota por dinheiro, esmolas e qualquer outro tipo de vantagem? Como se muda um sistema de cima para baixo? Como se muda algo se não estamos dispostos a mudar a nós mesmos primeiro? "É hipócrita a indignação dos que se calam diante das injustiças do mundo" (da Obra IndignAÇÃO)

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Carreata pró-Bolsonaro é realizada em Canapi levantando polêmicas e contradições em meio à esperança de uma nova conscientização política municipal.


Por: Marcio Martins

Pela primeira vez na história de Canapi, uma carreata política partidária ganhou adesão gratuita de parte da população canapiense, certo que ainda repleta de muita polêmica e contradições ideológicas, de idéias e opiniões a cerca do sentimento de mudança a nível nacional (que sem entrar no mérito da discussão sobre o candidato homenageado), infelizmente não se repete a nível estadual e principalmente municipal, onde a maioria dos que hoje dizem votar em Bolsonaro porque não é corrupto, continuam votando nos corruptos do estado e do município, por vários motivos, porém, também não iremos entrar neste mérito para não fugirmos do contexto do que estamos abordando neste momento.

Por outro lado, é inegável que o movimento político ocorrido neste domingo (16) de alguma forma trata-se de um movimento histórico para o município, uma vez que, esta é a primeira vez que vemos a realização de uma carreata onde os participantes tiram do próprio bolso para participar, comprar camisas, material gráfico e demais despesas do evento, mostrando de fato que estão literalmente “pagando para votar” e não recebendo para tal como infelizmente é o “câncer” que domina as eleições municipais e estaduais. Neste caso, é evidente que o voto em Bolsonaro seja ele merecedor ou não, de fato é um voto consciente partindo do principio da coletividade, ou seja, do voto gratuito, limpo e honesto que não é definido a partir de vantagens individuais, assim como seria e será, com relação aos demais eleitores dos outros candidatos a presidente que também votam em ficha limpa e que fazem campanha gratuita e espontânea.

Agora o que preocupa mesmo é essa aversão ao direito do outro em votar em quem quiser, pois uma coisa é discordar, outra completamente diferente é desrespeitar, agredir, difamar, caluniar e até mesmo debochar de um movimento legítimo e salutar a democracia e principalmente que vai de encontro à corrupta politicagem canapiense, onde também identificamos sérias contradições de boa parte dos que se incomodaram com a movimentação política do último domingo, afinal de contas, quando se viu em Canapi uma carreata financiada pelos próprios participantes em prol de um candidato para que viesse a ser motivo de comparação simplesmente para desmerecer o movimento? E se muitos dizem não entender como alguém pode votar em Bolsonaro por contas das polêmicas declarações do mesmo, porque então seus críticos teriam razão em votar em um corrupto indicado por outro corrupto condenado e preso? E que história é essa que todos que votam em Bolsonaro pensam como ele em tudo, portanto, são iguais a ele? Nesta lógica, faria sentido então dizer que quem vota em corrupto é porque também é corrupto? (eu particularmente entendo que sim e até vou além, pois para mim quem vota em corrupto sabendo que é corrupto, não é vítima, é cúmplice), mas este não é o caso da pergunta comparativa que faço para com a narrativa das críticas contra Bolsonaro, pois sei que muitos discordam que quem vota em corrupto seja corrupto também). Todavia, agora pontuo a maior das contradições dos anti-Bolsonaro, pois como se é contra o “rouba, mas faz” no município, se a nível nacional defendem Lula condenado e preso, porque acreditam que ele fez muito pelo país?

Encerro este artigo, dizendo que embora ache uma completa falta de noção essa “competição” de quem consegue colocar mais ou menos gente em uma carreata política, também vejo como algo salutar à democracia e ao processo de conscientização política do nosso povo, desde é claro, que o movimento marcado para domingo, "apesar dos pesares", também seja espontâneo, sem a participação de políticos e bancado com recursos dos próprios participantes, sem esquecer que comparar aqui no nordeste o número de apoiadores de um cara que governou direta e indiretamente o país por 13 anos, conhecido no Brasil e no mundo todo, com um cara até pouco tempo era completamente desconhecido da população brasileira em especial dos canapienses, é no mínimo algo totalmente desprovido de lógica, mais ainda quando eleitores de Marina e Ciro por exemplo dizem que irão participar só porque não gostam de Bolsonaro, pois ai deveriam então mudar o nome do movimento pró 13 (Haddad e Lula) por Carreata CanapiensesContraBolsonaro. 

Deixo, portanto, uma reflexão da obra IndignAÇÃO válida para todos os eleitores deste país, idenpendemente de quem tenham escolhido para votar e levantar a bandeira.

Corrupto eleitor

“A hipocrisia do corrupto eleitor brasileiro não tem limites; por todo país quanto mais o político é ladrão, mais querido é pelo que nele vota, vendendo, trocando ou negociando o voto da maneira mais descarada possível; para estes “pilantras” o que vale apena mesmo é a esmola do candidato ou a promessa de emprego ofertada; ditos cidadãos que sabem criticar o político depois de eleito, mas que não olham para o próprio umbigo, se fazem de vítimas das atrocidades cometidas pelo corrupto como se não tivessem culpa alguma de ter dado poder ao “ladrão engravatado” usando de uma individualidade cruel que tem sido responsável por todos os problemas sociais deste país” Autor: Marcio Martins

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Art. 220º da Constituição Federal: A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

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