segunda-feira, 13 de abril de 2015

Agricultores de Inhapi, Canapi e Mata Grande falam da transformação em suas vidas proporcionada pela parceria da Visão Mundial com a Fundação Salvador Arena.

Por: Marcio Martins
Créditos: PDA Serrana/VMB

Pelo menos 35 agricultores dos municípios de Inhapi, Canapi e Mata Grande se reuniram na tarde da ultima quinta-feira (09) na sede do PDA Serrana/Visão Mundial para discutir uma série de medidas e ações em beneficio das comunidades onde vivem. A reunião faz parte do cronograma de ações e reuniões mensais do Fórum Comunitário instituído pelo PDA com o objetivo de desenvolver as comunidades tornando os agricultores protagonistas desta etapa de empoderamento e reconhecimento de suas responsabilidades e importância neste processo de transformação social.

Embora o Fórum Comunitário do PDA Serrana seja constituído apenas pelos agricultores de Canapi, a pauta do encontro desta quinta foi bastante especial, a visita da coordenação de projetos sociais da Fundação Salvador Arena reuniu agricultores dos três municípios do alto sertão onde a Visão Mundial atua, o objetivo foi discutir os benefícios dos projetos fruto da parceria Visão Mundial/Fundação Salvador Arena em beneficio das comunidades e comunitários, com foco no bem estar de crianças e adolescentes.

Implantação de poços artesianos, cisternas calçadão, hortas comunitárias, apriscos para caprinos e ovinos, galinheiros para aves de postura e corte, palestras de conscientização ambiental (Dias de campo), Reuniões sobre a importância dos Bancos Comunitários de Sementes, apoio as feiras agroecológicas e formação da juventude do campo (EFADES) foram alguns dos benefícios recebidos pelos agricultores, que durante o encontro resultaram em depoimentos emocionantes, como o da agricultora Inhapiense Geane Maria da Silva do Sitio Buenos Aires que beneficiada com um poço artesiano se abateu de tristeza quando os técnicos da empresa responsável pela perfuração do poço não conseguiram encontrar água no local indicado em sua propriedade pelo agricultor Virgulino, famoso adivinhador de água do sertão. Geane contou que naquele dia não conseguiu dormir pensando em sua falta de sorte, no entanto, na manhã do dia seguinte ao conferir por pura curiosidade se realmente não havia água no poço, se surpreendeu, a água estava lá e até hoje abastece várias famílias no entorno de sua residência. “A Visão Mundial transformou a minha vida, só tenho a agradecer por tudo que ela e a Fundação Salvador Arena fez por mim, por minha família e por todos os beneficiários de seus projetos e ações, em especial de nossas crianças e adolescente” – Disse.















sábado, 11 de abril de 2015

Esporte Clube Juventude joga neste domingo no Campo Municipal contra a equipe do Palestina.

Partida é válida pelo Campeonato dos Municípios Alagoanos.

Por: Redação

Após estrear com vitória contra a equipe do CEM de Maravilha pelo placar de 2 x 1 pelo campeonato dos Municípios Alagoanos, o time do Esporte Clube Juventude do Bairro Mutirão em Canapi, representante oficial do município na competição, joga sua segunda partida neste domingo no Campo Municipal contra o time do Palestina, ao que convida a todos os canapienses para prestigiar e dar aquela força rumo a mais uma conquista para o nosso município.


sexta-feira, 10 de abril de 2015

COLUNA O EDUCADOR - A EDUCAÇÃO BRASILEIRA: SEM PRIORIDADES E DE COSTAS PARA O PRESENTE E FUTURO.

A educação é um processo natural, que se dá com a pessoa natural. Já nascemos aprendendo e sabendo uma infinidade de coisas importantes. A aprendizagem é um fenômeno natural. A educação deve preparar a pessoa para promover a harmonia, a compreensão, a tolerância e a paz na sociedade. A educação não é um produto que se encontra nas prateleiras dos supermercados, mas é a transmissão de culturas e conhecimentos que recebemos e retransmitimos todos os dias.

Educar não é mérito de um único professor ou de uma única escola, mas é o objetivo de todo docente e de toda comunidade escolar. Ninguém escapa da educação. Em casa, na rua, na igreja ou na escola, todos nós envolvemos pedaços da vida com ela. Para aprender, para ensinar, para aprender e ensinar. Para saber, para fazer ou para conviver, todos os dias misturamos a vida com a educação.

A Constituição Brasileira de 1988 estabelece que "educação" é "um direito para todos, um dever do Estado e da família".Todo brasileiro deve estar voltado para a Educação. Este é o princípiodo Papel da Educação. Mas isto é muito relativo.

Os modelos de ensino no Brasil padecem de uma enorme centralização que debilitam as unidades prestadoras do serviço educacional, isto é, as escolas. Mais grave ainda é o fato de que o aparato burocrático educacional não presta contas, senão para si mesmo, dos resultados produzidos, resultados esses que muitas das vezes são fictícios.

O inchamento, a criação de segmentos e de instâncias burocráticas centrais e intermediárias consomem recursos que deveriam estar sendo destinados à melhoria da qualidade das escolas.A Falta de acompanhamento conrelação a expansão institucionais e de uma reorganização que deveria ter, como foco principal de atenção, a organização escolar e as condições mínimas para seu funcionamento fez com que à medida que aumentou o número de escolas, aumentar-se e se diversificassem os controles centrais do sistema de funcionamento de milhares de unidades ensino dificultando um ensino de qualidade devido a falta de investimento nesse setor.

Surge então, o seguinte dilema: a sociedade não tem uma educação pública de qualidade porque esta não é prioridade do poder público. Por outro lado, o poder público não a prioriza porque isso não constitui uma demanda da sociedade e, portanto, não desperta o interesse político. Nesse sentido, é,considerável que a educação está em segundo ou terceiro plano para a sociedade brasileira. É preciso que o Estado evidencie a importância da educação de qualidade como estratégia de combate às problemáticas sociais. Quando isso se tornará realidade? Assim, a histórica falta de prioridade com o ensino público brasileiro e a sua ausência nos planos e propostas dos governantes reflete consequentemente em prejuízos na concepção e “implementação” de políticas públicas eficientes que tragam verdadeiros resultados substanciais à melhoria da qualidade da escola pública de ensino em nosso país.
Vale ressaltar, que vivenciamos um avanço desenfreado na tecnologia, a “sociedade” não tem preparo para administrar determinadas mudanças, é preciso preparar todos para conviver e incorporar os avanços tecnológicos, integrar a sociedade e diminuir a exclusão de amplos setores do mercado de trabalho e de consumo, é para a escola mais um desafio e que a mesma tem que voltar os olhos para essa questão, ainda, analisar a que distância o ensino, nela oferecido, se encontra dessas inovações. Portanto, é necessário criar métodos estratégicos e indispensáveis para dimensionar o esforço no intuito de reverter o quadro e colocá-lo em compasso com o novo padrão de desenvolvimento, assim, a escola não pode e não deve continuar da mesma maneira, usando métodos tradicionais e alheios as novas mudanças.

Por fim, todos esses aspectos evidenciam a atual crise da educação pública básica, uma síntese do despreparo administrativo e do desrespeito histórico do poder público, em especial com a escola pública, o que afeta diretamente o desenvolvimento político, cidadão, ético e intelectual de grande parte da população brasileira, dependente dessa instituição e que por sua vez depende diretamente da qualidade do trabalho do professor. É notório que para compreender a situação da escola pública, é importante dar voz aos professores, conforme constatado nos seus depoimentos. Fica evidente também que não há, efetivamente, na estrutura burocrática do setor educacional, o envolvimento desses gestores governamentais na construção de políticas públicas educacionais, que são geralmente calcadas no histórico autoritarismo do poder público.

Desta forma, o professor não participa das tomadas de decisão, atuando na prática, como um mero executor. Essa postura imperativa dos gestores públicos não permite nem mesmo a sensibilização desses profissionais diante das propostas apresentadas e, por isso, estas são parcialmente alcançadas ou fracassam na sua totalidade. Cabe ao poder público estabelecer um diálogo verdadeiro com o professor, buscando soluções a partir do amplo entendimento sobre a escola pública. Desta forma, seria possível a promoção de políticas públicas educacionais que fossem cúmplices da produção de um conhecimento libertador, reflexivo, crítico, político e transformador, o que somente se conseguirá a partir da melhor qualidade da prática de ensino-aprendizagem, em todos os níveis do sistema público de ensino básico. Cabe a sociedade saber fazer suas escolhas,engajar-se e  assumir sua responsabilidade exigindo o seu espaço de participação na educação pública, pois sabe-se que essa é a principal forma de controle das atividades pedagógicas e da aplicação de recursos educacionais dentro de cada necessidade e realidade. Resta-nos esperar quando isso acontecerá?

REFERENCIAS

FLELei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/l9394.htm Acesso em: 21 de Setembro de 2009.
Paro VH. Políticas educacionais: considerações sobre o discurso genérico e a abstração da realidade. In: Paro VH. Escritos sobre educação. São Paulo: Xamã; 2001. p. 121-39.
URY, Maria Tereza L. e MATTOS, Maria Isabel L. Sistemas educacionais comparados. 

Luiz Vieira da Silva

Professor/Pedagogo/Psicopedagogo
Crédito: Reprodução/Google Imagens

OUTROS ARTIGOS

Contador de Acessos

LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Art. 220º da Constituição Federal: A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

§ 2º - É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.

.

Usuários Online (Agora)