domingo, 5 de maio de 2013

Matéria do Portal CadaMinuto relembra caso PC Farias e cita obras fantasmas em Canapi durante o governo do ex-presidente Fernando Collor.

Milhões de reais teriam sido gastos em uma suposta fábrica de picolés. Veja a matéria e a citação em negrito da denuncia de corrupção que envolveu o município.

Arquivo Pessoal Quem matou PC Farias? “Com certeza o local do crime foi alterado”, diz repórter que acompanhou investigações. 

 

Jornalista passou quinze dias em Maceió acompanhando as investigações.

Por: Gabriela Flores/CadaMinuto - 04/05/2013
 
Há mais de 32 anos exercendo a profissão de jornalista, o repórter da rede de TV Band, Fábio Pannunzio falou com  o CadaMinuto a sua experiência na cobertura do caso que envolveu o assassinato de Paulo César Farias e da  namorada Suzana Marcolino.Em junho de 1996, o repórter foi encaminhado a Alagoas para acompanhar as investigações do caso PC Farias. Nas duas semanas que passou por aqui Fábio comentou que teve acesso à residência onde aconteceu o crime apenas uma única vez.

“Estive no local do crime acompanhando a visita que o médico legista Badan Palhares fez para que iniciasse seus estudos do caso”, lembrou Pannunzio.


O jornalista destacou que ao chegar a Maceió, exatamente um dia depois da morte de PC e Suzana, “a Polícia Civil já sustentava assertivamente a tese de homicídio seguido de suicídio. Havia um notório esforço para conduzir as investigações nessa direção”, reforçou.

Apesar de permanecer interditado, “o local do crime foi violado”, segundo o jornalista. A cena apresentada não foi a mesma da noite do crime. “Com certeza o local foi alterado. Lembro-me que os funcionários da casa haviam modificado a cena, o que foi inclusive foi objeto de apontamentos públicos”, disse Panuzzio.


Depois de passar 15 dias acompanhando as investigações e todo o desenrolar da história, o jornalista afirmou que não sabia o que se passou efetivamente. “Tenho convicção de que a cena descrita pela perícia contratada ao médico Badan Palhares era inverossímil. Houve um episódio que me marcou profundamente. Um dia, ao reconstituir a cena, o Badan jogou no chão, com força, uma agenda pessoal. Ouvimos o barulho do choque do outro lado da cerca, já dentro da faixa de areia da praia. Aquilo deixou claro que o barulho de um disparo de arma de fogo não passaria despercebido aos ouvidos dos seguranças. Para nossa surpresa, no laudo ficou evidenciado que os seguranças não poderiam ter ouvido o disparo porque era noite de São João”, revelou Pannunzio.


Por ser um homem influente na política e que andava nas altas rodas do poder, PC Farias poderia ter alguns desafetos. Diante disso o jornalista ainda acredita que a morte de PC Farias foi “queima de arquivo”.

Já outras linhas de investigação tentaram atribuir a morte do empresário à namorada, alegando que Suzana teria atirado no PC e depois se suicidado. Diante dessa tese e acompanhando o caso de perto, Pannunzio frisou que “Suzana Marcolino poderia sim ter matado PC Farias e depois foi morta por um dos seguranças. Havia também rumores do envolvimento dela com um desses rapazes. Na época, isso não chegou a ser considerado pela polícia, que estava mais empenhada em ‘sepultar’ a hipótese de duplo assassinato do que em elucidar os fatos”.


Agora, depois de 17 anos  o caso volta à tona e levanta todas as inquietações da época do crime. Vários nomes, motivos e suspeitos começam novamente a emergir. As expectativas do país estarão todas voltadas para Alagoas, pois foi um caso de repercussão nacional e que até hoje é um mistério.

“Espero que o processo judicial possa repor os erros dolosos do inquérito policial. O Brasil tem o direito de saber quem matou aquele homem e o motivo do crime”, disse o jornalista.


Algumas correntes sociais e até juristas alegaram à época que a imprensa tinha manipulado a opinião pública. Diante dessa afirmação Pannunzio reforçou que “se foi isso mesmo, acho perfeito. É papel da imprensa fiscalizar o funcionamento da máquina pública, isso inclui a polícia. Com certeza havia algo estranho ocorrendo entre os policiais que faziam bico como seguranças do PC”.


O jornalista Arnaldo Ferreira, que atualmente está na direção de jornalismo da TV Alagoas, foi um dos profissionais que mais matérias relacionadas ao caso PC Farias redigiu.  Ferreira lembra que antes do assassinato de PC já trabalhava no caso Collor e lembra que  “nas décadas de 60e 70, PC atuava no setor de venda de carros para órgãos públicos e tinha uma relação muito próxima dos políticos”, observou.

Ferreira relembra que PC Farias era uma figura discreta. “Não aparecia. Veio a aparecer quando entrou na área da comunicação e começou a incomodar o ex-presidente Fernando Collor. Após as denúncias feitas por Pedro Collor sobre caixa 2 na campanha de Collor à presidência, fábulas de dinheiro federal gasto na construção de obras fantasmas, milhões de reais destinados para fábricas de picolés em Canapi, enfim esses escândalos começaram a aparecer na mídia nacional e começaram a revelar quem intermediava a chegada dos  empresários a Brasília, que era Paulo César Farias”, afirmou.


Houve então o impeachment de Collor e o fato gerou um forte envolvimento da justiça para investigar os dois (Collor e PC). Ferreira lembra que “PC ficou praticamente sozinho e mesmo sozinho nunca falou nada contra Collor. Se manteve calado. Fugiu, se escondeu e terminou sendo encontrado em Bangcoc . Foi preso e inicialmente ficou retido em Brasília, mas depois pediu pra cumprir a prisão no Corpo de Bombeiros, aqui em Maceió. Nesse ínterim Collor estava exilado em Miami”.

No Corpo de Bombeiros, Arnaldo Ferreira relatou que PC Farias “costumava fazer favores . Chegou a doar  um Jet Sky e comentam nos bastidores que também  ‘ajudava’ as pessoas e então havia uma espécie de disputava para ver quem iria levar um simples copo de água para ele”.


Paulo César Farias, mesmo sendo considerado um dos homens mais influentes na política nacional naquele momento, era uma figura muito discreta. Pouco se sabia da vida pessoal dele. Ferreira então recorda que “na morte do pai de PC, foi quando apareceu pela primeira vez Suzana Marcolino, já do seu lado como namorada”.

Ferreira disse que nunca vai esquecer o domingo, 23 de junho de 1996. “Estava dando uma caminhada na praia quando me ligaram e pediram que fosse imediatamente à casa de praia de PC porque havia acontecido um crime. A partir desse momento houve muita especulação e as informações eram um pouco desencontradas. A primeira notícia que tive foi que PC tinha matado Suzana e se suicidado. Depois vi que a confusão era muito maior. A autopsia de PC foi feita com uma faca de pão no Instituto Médico Legal. Nada funcionava no estado e o crime também descortinou para o país as carências de Alagoas e o abandono político”, afirmou o jornalista.


As investigações duraram vários dias. Profissionais de todo o país estavam acompanhando de perto as perícias. Varias vertentes eram reveladas diariamente, porém Ferreira é enfático quando diz que até hoje não se fechou o caso. “Quando se fala em Suzana Marcolino e PC Farias é um mistério. Viviam no submundo dos negócios, da política, da prostituição. Suzana frequentava boates e tinha relacionamentos com alguns políticos de Alagoas. Muitas pessoas poderiam ter motivos para querer matá-los.Tudo é muito nebuloso. Esse episódio da história política do país tem alguns problemas que começam com a falta de zelo nas investigações”, ponderou Ferreira.

“Tecnicamente a única coisa forte é a tese do delegado Cícero Torres que revela que, Suzana matou PC Farias porque sabia que ele já estaria tendo um relacionamento com uma mulher, que era parente de um político alagoano muito conhecido. Suzana então teria matado PC e depois ela se matou pois não aguentaria estar perdendo a sua galinha dos ovos de ouro”, colocou Ferreira.


Houve muitas investigações com provas e contra provas de diversas vertentes. “É um momento em que a justiça brasileira está querendo passar a limpo muita coisa. Esse caso envolve o poder federal e o poder político nordestino. O silencio destes 17 anos acabou permitindo várias conjecturas. A história é como a maré. O mar recebe tudo, mas devolve o lixo. A história não guarda o lixo. Se não for agora, em algum momento vai trazer à tona a verdade”, finalizou Arnaldo Ferreira.

Família, juiz e delegados 

A reportagem do CadaMinuto tentou contato com Ingrid e Paulo César, filhos de PC Farias, e com Augusto Farias, mas o advogado José Fragoso informou que eles não concederiam entrevista antes do julgamento. Já o juiz Maurício Brêda afirmou que por estar estudando o processo não teria tempo para falar com a equipe.

Os delegados Alcides Andrade e Antônio Carlos Lessa afirmaram que têm um “pacto” de não falar mais sobre o assunto. O delegado Cícero Torres também disse que não se pronuncia mais sobre o caso.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Ei! Eu votei em você agora quero o meu emprego. Está bem! Agora só não sei quanto tu vai ganhar e nem quando vai receber. Tá Certo? Beleza!



Onde estão às pessoas de vergonha na cara deste município e que futuro estamos garantindo para nossos filhos?

Por: Marcio Martins

A politicagem nojenta de Canapi começou na década de 90 quando um “famoso deputado” que só andava de helicóptero chegava ao município e distribuía dinheiro a vontade, parecia Silvio Santos, só que seu baú não era o da felicidade, mas o baú dos cofres públicos, do qual o povo se fazendo de cego não enxergava que a esmola que recebia em troca do voto era tirado do seu próprio patrimônio, afinal, desde quando com um salário de 12 mil reias se compra um helicóptero e se distribui dinheiro igual a banco liberando empréstimos?

Mas isso é outra história, aqui vamos falar dos dias atuais, se neste tempo o qual me referi, o povo votava por medo e por ameaça dos “coronéis da época”, ou seja, pelo famoso voto de cabresto e alguns anos depois se acostumou a se vender, hoje não é muito diferente não, as coisas apenas se modernizaram, ao invés da esmola dada em troca do voto e das ameaças, hoje reina absoluto a “troca de favores”, isso porque somente a compra direta do voto e as ameaças já não surtem o efeito esperado, quando a vigarice ocorre somente durante o período eleitoral o político precisa ir além da malandragem e carimbar de vez seu passaporte de corrupto, primeiro tem que “vender a alma” a seus superiores, que no caso dos vereadores seria o prefeito e assim garantir a empregabilidade daqueles seus eleitores que comprometeram todos os votos da família por um emprego, mesmo não sabendo quanto iriam ganhar e com quantos meses iriam receber seu primeiro salário, ou melhor, seu primeiro ¼ de salário que em alguns casos não chega a 200,00 reais/mês, ou seria por dois meses, ou por três, há! Sei lá; para essa gente o que vale é ta empregado no governo. Grande coisa! Quem gosta de escravidão é coronel. Mas antes, essas pessoas optassem por fazer trabalho voluntário em alguma ONG ou instituição de caridade, pois pelo menos teriam a certeza que não seriam remunerados, mas ganhariam muito mais em valorização, respeito e admiração pelos seus serviços prestados.

Pois bem, entra governo e sai governo e Canapi permanece do mesmo jeito, haja emprego para tanta gente, a coisa é tão absurda que existe escola na zona rural que tem mais de 60 funcionários, e acredite! Todos indicados pelo mesmo vereador. Certa vez cheguei numa dessas escolas para uma reunião e na entrada tinha tanta gente que eu pensei que a reunião já tinha começado ali mesmo na entrada da escola, mas me enganei, eram todos funcionários entre vigias e coordenadores de disciplina. 

É gente, mas este é apenas um exemplo de tantos votos em troca de emprego. Agora me digam: Como uma prefeitura como a nossa que sobrevive inteiramente dos repasses do Governo Federal pode empregar tanta gente?

Se vocês não sabem, eu sei, exatamente do jeito que está, afinal, sem pagar a maioria do pessoal contratado e pagando uma miséria a outra boa parte, tudo é possível. Agora cá pra nós, não é o fato da prefeitura municipal não pagar aos contratados que me revolta, afinal sempre foi assim, o que revolta é o fato desse pessoal se submeter a esta humilhação, de compactuar com a essa situação absurda que há décadas tem feito do nosso município escada para o enriquecimento ilícito de poucos e a desgraça da maioria, que se continuar muda como está vai viver o resto da vida e nunca verá este município desenvolver, nunca verá este município sair da lama que a politicagem nojenta que o domina atolou a vergonha na cara de tantos canapienses.

Finalizo por aqui deixando um pequeno recado aos críticos que não gostaram deste artigo, saibam que este texto não é político partidário, que se dan... os que pensam em partidarismo eu quero é o bem do meu município, dos meus amigos que vi um a um ir embora daqui porque a politicagem os expulsou não dando oportunidade para que eles fizessem suas vidas por aqui sem precisar jogar o jogo sujo da política, dos meus familiares, que muitas vezes são ignorados por partidaristas safados que fazem distinção entre os que votaram e os que não votaram em seu candidato, dos humildes que mendigam as migalhas do político porque assim foram acostumados e porque perderam a esperança de eleger um governante que seja diferentes de tantos e tantos que por aqui passaram e acima de tudo, da minha filha, que em meio a tudo isso, cresce sem pesperctiva de um futuro promissor em sua terra natal, onde infelizmente a maioria do povo, como já dizia Gandhi “vive apenas o presente, esquece do futuro e vive como se nunca fosse morrer e morrem como se nunca tivessem vivido”.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

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LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Art. 220º da Constituição Federal: A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação, sob qualquer forma, processo ou veículo não sofrerão qualquer restrição, observado o disposto nesta Constituição.

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