domingo, 7 de abril de 2013

Canapi, um município sem identificação e com apenas duas ruas e uma avenida.



Sônia Malta, Dom Pedro II e Av. Joaquim Tête, o restante é tudo rua nova.

Por: Marcio Martins

Chega a ser revoltante, entra governo e sai governo e Canapi continua sem qualquer tipo de identificação. Nas entradas da cidade não há uma só placa de boas vindas, assim como, em nenhuma das ruas, bairros e avenida. 

Na verdade o município mais parece uma cidade abandonada onde à maioria dos seus moradores não sabem se quer o nome da rua onde moram, já os visitantes que aqui passam com destino a outras cidades vão embora sem ao menos saber o nome da cidade. 

Uma vergonha, um descaso total!

Na gestão anterior chegaram inclusive a aprovar um projeto de lei que nomeava todas as ruas, mas até hoje nunca foi colocado em prática, talvez por esse motivo já este ano, nesta nova legislatura mais uma vez outro projeto de lei de autoria do vereador Urso Biano voltou a Câmara, mas acabou não entrando em votação graças a um pedido de vista feito por um vereador da base aliada do governo.

Para se ter uma ideia da confusão e da dificuldade que é para os moradores fornecerem seus endereços, eu mesmo resido em uma rua com três nomes, Rua do Curral Velho, Rua da Caixa d’água e Rua prefeito José Mariano Sobrinho, daí para não haver imprevistos, quando tenho que fornecer meu endereço, digo que moro na Rua Sônia Malta, ou seja, no endereço da casa dos meus pais. 

E se é difícil pra mim, imaginem para o carteiro e para o oficial de justiça! A sorte, é que a cidade é pequena e quase todo mundo se conhece.

Mesmo assim, se alguém perguntar onde moram os munícipes que não residem na rua Sônia Malta, Dom Pedro II e Av. Joaquim Tête, que são as únicas ruas que realmente todo mundo conhece, mas que também não tem identificação, quase todo mundo vai responder que mora na rua nova.

Agora me digam! 

Quem sabe lá onde pest.. fica a bendita rua nova em que “fulano de tal” mora?

De qual rua nova estão falando? 

E qual o número da casa do individuo se também não tem?

Mas de tudo isso podemos tirar uma lição. Que bom seria se esse fosse o nosso único e grande problema, pois quando o voto vira moeda de troca, o trabalho que realmente importa e que atende a coletividade é deixado de lado e passa a dar lugar a interesses políticos e individualistas daqueles que não estão nem um pouco preocupados, se sua rua é pavimentada, se a saúde e a educação são de qualidade, se a violência e as drogas estão sendo combatidas, enfim, se o município estar se desenvolvendo e se todos estão ganhando com isso, afinal, o que vale é aquele “emprego” intermediado pelos vereadores junto ao prefeito ou até mesmo uma “esmola” dada por eles em troca do voto da família inteira.

Fica aqui o meu desabafo e se você é a favor ou contra, deixe o seu também.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Alunos da Escola Estadual Luiz Bastos aprovam Estatuto do Grêmio Estudantil e eleição deve acontecer nos próximos dias.



Nome da agremiação também foi escolhido e passa a se chamar GEVA – Grêmio Estudantil Voz em Ação.

Por: Marcio Martins 

Em iniciativa inédita na rede estadual de ensino de Canapi, a Escola Estadual Luiz Bastos deu inicio a criação do seu primeiro Grêmio Estudantil. Na ultima quarta-feira (03) alunos dos três turnos ofertados pela escola puderam escolher o nome da agremiação e aprovar seu respectivo estatuto.

A próxima etapa agora é eleição onde os alunos poderão formar suas chapas e disputar a preferência dos colegas através do voto livre e direto.

O Grêmio é a organização que representa os interesses dos estudantes na escola. Ele permite que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação, tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade. É também um importante espaço de aprendizagem, cidadania, convivência, responsabilidade e de luta por direitos.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Final de semana em Canapi tem cinema ao ar livre promovido pelo Cine Sesi Cultura.

Por Assessoria 
Crédito: Hélder Ferrer 
 
O Cine Sesi Cultural está completando dez anos de estrada levando a sétima arte para cidades do interior do Brasil que não possuem salas de cinema ou cujas salas encontram-se desativadas. Em Alagoas, o projeto chega a sua sétima edição, que prossegue neste final de semana, de 05 a 07 de abril, no município sertanejo de Canapi, com sessões gratuitas na Rua Sônia Malta, em frente à Telasa. Até julho deste ano, 16 municípios alagoanos serão contemplados pelo projeto. Na programação, serão projetados três curtas nacionais e três longas-metragens, sendo dois brasileiros e uma produção internacional com cópia cedida especialmente para o projeto pela Disney (Enrolados), com exibições começando sempre às 18h30. O Cine Sesi Cultural é realizado pelo SESI e idealizado pela diretora de criação da Aliança Comunicação e Cultura, Lina Rosa Vieira.

Esta sétima edição do Cine Sesi Cultural iniciou em Arapiraca, em 15 de março, e também já esteve em Poço das Trincheiras. E as próximas cidades que receberão o projeto são Senador Rui Palmeira, Lagoa da Canoa, Feira Grande, Traipu, Porto Real do Colégio, Junqueiro, Limoeiro de Anadia, Taquarana, Boca da Mata, Atalaia, Capela, Messias e Passo de Camaragibe. O Cine Sesi é uma espécie de “cinema de guerrilha”, sendo um projeto vanguardista na iniciativa de levar projeções cinematográficas a lugares que não possuem salas de cinema em funcionamento. Algumas cidades por onde o projeto passou tiveram suas salas de cinema reativadas, como o município alagoano de Quebrângulo, terra natal de Graciliano Ramos e das cidades de Pirapora (MG), Salgueiro (PE), Triunfo (PE) e Garanhuns (PE). Entre 2002, quando foi criado, até hoje, o projeto já passou por 603cidades do interior – algumas dessas cidades mais de uma vez - de 11 estados do País, atingindo um público de mais de quatro milhões de pessoas.

Os filmes são exibidos ao ar livre em área cedida ao Sesi, em acordo com a prefeitura local. Como cinema combina com pipoca, serão distribuídos sacos de pipoca para o público. “Ao proporcionar a experiência cinematográfica dentro da comunidade, o Cine Sesi comprova que há espaço para a inserção de equipamentos que tornem as exibições periódicas. O projeto tem como intenção ainda proporcionar ao interior do País, que tanto inspira as produções de cinema nacional, a possibilidade de se enxergar na grande tela, num belo espelho de culturas, cenários, histórias e personagens semelhantes ao povo do lugar; além de abrir a possibilidade para uma viagem inusitada diante de outras experiências e lugares”, reflete Lina Rosa, idealizadora do projeto e diretora de criação da Aliança Comunicação e Cultura.

Em cada um dos três dias de exibição serão apresentados um curta e um longa-metragem.  Em Canapi, na sexta-feira, o público confere o curta-metragem Tyger (SP) e o longa Eu e meu guarda-chuva (SP); no sábado, o curta O que lembro, tenho (AL) e o longa-metragem O Palhaço (SP) e no domingo, o curta de animação Vida Maria (CE) e o longa Enrolados (EUA).

QUALIDADE TÉCNICA – Os filmes são exibidos em projetor de 35mm. O som possui três vias de dois mil watts e projetor Hi-Light Xenon de dois mil watts, além de cinemascope, o que permite boa visualização e audição a uma distância de até 25 metros. Tudo isso garante o elevado padrão de qualidade técnica e de conteúdo das projeções.

CRITÉRIOS DA CURADORIA - A escolha dos longas é pautada pelas seguintes exigências: filmes com bom padrão de qualidade técnica e de conteúdo, tendo a sexta-feira como espaço para a comédia, o sábado voltado para a reflexão e o domingo para o encontro da família; além de filmes que ainda não foram exibidos em canais de TV abertos; filmes que fazem parte da produção de cinema nacional prioritariamente ou que valorizem profissionais brasileiros e filmes que caibam na indicação de todas as idades (levando em consideração o fato de as exibições serem ao ar livre).

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