sábado, 6 de julho de 2013

Governo decreta situação de emergência em Canapi e outros 36 municípios afetados pela seca.

Medida foi tomada com base em parecer técnico da Defesa Civil Estadual.

Foto: Ilustração

Por: Redação (Fonte: Assessoria) 
O governador Teotonio Vilela Filho decretou Situação de Emergência em 37 municípios alagoanos afetados pela seca. O decreto nº 26.908 foi publicado na edição desta quinta-feira (4) do Diário Oficial do Estado de Alagoas.
A medida foi tomada com base no Parecer Técnico expedido pela Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Alagoas (Cedec), que trata do comprometimento dos reservatórios hídricos da região – que dificulta o consumo de água humano e animal, os prejuízos gerados nos setores da agricultura e pecuária, bem como a dificuldades dos habitantes dessas localidades de arcar com os danos provocados pela seca.
Devido à redução do índice pluviométrico que continua atingindo o Semiárido alagoano, fica disposto um período de 180 dias em caráter de emergência nos seguintes municípios: Água Branca, Arapiraca, Batalha, Belo Monte, Cacimbinhas, Canapi, Carneiros, Coité do Nóia, Craíbas, Delmiro Gouveia, Dois Riachos, Estrela de Alagoas, Girau do Ponciano, Igaci, Inhapi, Jacaré dos Homens, Jaramataia, Major Izidoro, Maravilha, Mata Grande, Minador do Negrão, Monteirópolis, Olho D’Água das Flores, Olho D’Água do Casado, Olivença, Ouro Branco, Palestina, Palmeira dos Índios, Pão de Açúcar, Pariconha, Piranhas, Poço das Trincheiras, Quebrangulo, Santana do Ipanema, São José da Tapera, Senador Rui Palmeira e Traipu.
Sendo assim, os órgãos estaduais situados nas áreas indicadas nesse decreto serão responsáveis, em parceria com entidades municipais, pela adoção das medidas necessárias para enfrentar o período adverso.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Conselheiros tutelares do alto sertão recebem um dos piores salários do Brasil.

Remuneração dos árduos defensores dos direitos das crianças e adolescentes de Canapi, Inhapi e Mata Grande não passam de um salário mínimo por 40 horas semanais trabalhadas na sede do órgão e mais 24hs por dia em regime de plantão permanente.

Por: Marcio Martins / Central do Sertão

Apesar de acobertados por uma lei federal que obriga todos os municípios do país a implantação de no mínimo um conselho tutelar por município e um para cada 200 mil habitantes nas grandes metrópoles, sendo estes ainda eleitos pela sociedade para um mandato de 04 anos de acordo com Lei Federal nº 12.696/12 recentemente sancionada pela presidenta Dilma Rousseff, que alterou o ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90),  conselheiros tutelares de todo o país que lidam diariamente com as mais variadas formas de violação dos direitos das crianças e adolescentes, tais como; agressão física, agressão verbal, trabalho infantil, abandono intelectual, abandono de incapaz, abuso sexual, estupro e outras infinidades de violações são tratados com descaso pela maioria dos prefeitos brasileiros, que de acordo com o ECA em seu Art.134 é o responsável legal pela regular remuneração dos conselheiros sem qualquer tipo de submissão.

Embora não exista um piso salarial nacional para a categoria, o CONANDA Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que regula todas as políticas públicas voltadas a público infanto-juvenil a nível nacional recomenda em sua resolução 139 Art.37 Inciso 2º de 17 de Março de 2010, que a remuneração dos membros do conselho tutelar deve ser proporcional à relevância e complexidade da atividade desenvolvida, no entanto, nota-se que a maioria absoluta dos prefeitos brasileiros em destaque aos prefeitos alagoanos não consideram relevante e muito menos complexo o trabalho dos conselheiros, isso porque a maioria dos conselheiros tutelares alagoanos recebem apenas um salário mínimo por um trabalho de 40hs semanais trabalhadas na sede do órgão e mais 24hs por dia em regime de plantão permanente.

Além da questão salarial que prejudica o trabalho dos conselheiros uma vez que são obrigados a complementar sua renda com outras atividades, os conselheiros ainda contam com precárias condições de trabalho, muitas vezes sem veiculo, internet, telefone, água e acreditem se quiser, sem um único livro de ata para registrar as ocorrências, um absurdo total que contraria o direito a prioridade absoluta de investimentos em políticas públicas voltadas as crianças e adolescentes garantido na Constituição Federal.

Mas se as péssimas condições de trabalho e de salário dos conselhos tutelares já é difícil por todo o país, imaginem no alto sertão de um dos estados mais pobres do Brasil, mais precisamente nos municípios de Mata Grande, Inhapi e Canapi, onde os conselheiros recebem apenas um salário mínimo.

Em Canapi, por exemplo, o salário mínimo da maioria dos servidores municipais é de 720,00, mas os conselheiros recebem apenas 678,00. E tem mais! Em todo alto sertão os conselheiros permanecem desde sua época de implantação sem qualquer reajuste salarial acima do mínimo. Situação diferente dos municípios de Santana do Ipanema e Traipú onde os conselheiros recebem um salário mínimo e meio e de Delmiro Gouveia e Campo Alegre que apesar de ter dois conselhos cada, pagam: 1.017,00 e 1.695,00 respectivamente.

Toda essa situação de desvalorização da categoria é o puro reflexo do quanto os prefeitos dessas três cidades assim como tantas outras tratam os direitos das crianças e dos adolescente e principalmente seus árduos defensores que como se não bastasse seus problemas, vivem dia a dia a resolver os problemas dos outros, a bater de frente com criminosos que violentam nossas crianças ariscando suas vidas por uma causa que só vale apena porque sabem eles que fazem a diferença, mesmo sem o reconhecimento devido.






terça-feira, 2 de julho de 2013

CRIME AMBIENTAL: Centenas de Urubus são encontrados mortos próximo ao parque de vaquejada no conjunto mutirão.


Aves teriam consumido carne contaminada de vários cães que aparentemente foram envenenados propositalmente.

Por: Redação

Um crime covarde foi registrado por nossa equipe de reportagem na tarde desta terça-feira (02) próximo ao parque de vaquejada no bairro mutirão, as margens da BR-316. Centenas de urubus e pelo menos quatro cachorros foram encontrados mortos aparentemente vitimas de  envenenamento. A principal hipótese levantada seria que as aves teriam consumido carne contaminada de alguns cães que aparentemente foram envenenados propositalmente. 

Próximo a uma das aves encontrada ainda com vida, estava uma carcaça aparentemente de um cão em estado de decomposição, fato que reforça a tese de envenenamento dos animais.

Apesar do ocorrido ser considerado crime ambiental, até o fechamento desta matéria nenhum boletim de ocorrência havia sido registrado na delegacia local.

A importância do urubu no meio ambiente

O urubu é uma ave silvestre protegida por lei que se alimenta de carniça, podendo, porém caçar pequenos animais quando não encontra carniça, constitui uma mesma família com os condores. Estas aves são restritas ao continente americano. No Brasil existem 5 espécies de urubus, o urubu-da-cabeça-amarela, urubu-da-cabeça-vermelha, urubu-da-cabeça-preta, urubu-da-mata e o urubu-rei, o maior de todos. O urubu é de grande importância para a natureza, pois elimina animais mortos, de forma a evitar a proliferação de doenças.

 


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